Filosofia na Cozinha


Palavras

Oi

Hoje foi um dia de acontecimentos: niver da Fátima, no Rio, e culto ecumênico pela formatura da Renata na UBM. Eu em casa porque a digestão não estava boa...

A Rê se formou em Letras e veio aqui em casa depois da cerimônia. Vieram também: Fred, seu marido, Jair, meu irmão e Sônia, minha cunhada. Fizemos um lanche. Eu me comportei como se fosse um saco vazio...

Depois que se foram, fiquei pensando na arte da literatura... nas palavras...e, quando já estava viajando nas mais eruditas considerações, uma frase assaltou-me a memória. Tinha a ver com comida, claro, porque hoje, mais do que nunca, eu estou sofrendo conseqüências do que comi..nem sei o que nem quando, mas da frase, lembro bem: " Indigestão é uma criação de Deus para impor uma certa moralidade ao estômago." (Vitor Hugo)   

Nesta mesma linha, outras tantas, que eu repito aqui para vocês:

O glutão cava seu túmulo com seus dentes. (Provérbio Inglês)

Come racionalmente e esquece os médicos (John Heywood)

Todos os cogumelos são comestíveis. Alguns só uma vez.  

Os maus vivem para comer e beber. Enquanto isso, os bons comem e bebem para viver. (Sócrates)

Uma feijoada só é realmente completa quando tem uma ambulância de plantão. (Stanislaw Ponte Preta) 

Todas as coisas de que gosto ou são imorais e ilegais ou engordam. (Alexander Woollcott) 

Mais pessoas morrem por comerem e beberem demais do que pela espada. (Sir William Osler)  

E, ainda, outras mais...

O gourmet é um comilão erudito. (Millôr Fernandes)

Uma dieta vegetariana é ideal para a beleza do corpo, afirmam os vegetarianos. Mas ela não parece valer muito ao elefante. (Revista Punch, de Londres)   

Comer sentado aumenta nossas dimensões; comer em pé nos torna fortes. (Provérbio Indu)

A natureza delicia-se na comida mais simples. Todos os animais, exceto o homem, comem um só prato. (Joseph Addison)

      Gastronomia é comer olhando pro céu. (Millôr Fernandes)

Quem disse que não existe gastronomia britânica? É possível, sim, fazer três ótimas refeições por dia na Inglaterra. Basta pedir o breakfast três vezes por dia. (William Somerset Maugham)  

Quando se precisa de sal, não adianta ter açúcar.     

Comer, beber, e amar... O resto não vale um níquel. (Lord Byron)

Bom, por hoje é só....Perdi a fome.

Beijos

 



 Escrito por Lana às 23h07
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De volta

Olá! Estou de volta.

Meio na correria, por isso não vou escrever nada muito longo. Como um lanchinho rápido.

Por falar em rapidez que tal dar uma olhadinha no que algumas pessoas interessantes escreveram sobre o TEMPO?

O TEMPO é uma forma de ser da matéria que expressa a ordem em que se sucede a existência das coisas e a duração de tal existência." (I. F. Askin - O Problema do Tempo) 

"O TEMPO pusera-se a contar os dias desde o princípio, agora usando a tábua de multiplicação para recuperar o atraso, e com tanto acerto o fez que o Sr. José já tinha outra vez cinquenta anos quando chegou a casa. Quanto à criança lacrimosa, essa só estava uma hora mais velha, o que demonstra que o tempo, ainda que os relógios queiram convencer-nos do contrário, não é o mesmo para toda a gente." (José Saramago - Todos os Nomes, p. 46-47.).

"E POR VEZES

E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes

encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes

ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos

E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se evolam tantos anos"

(David Mourão-Ferreira - Obra Poética, p. 269. O soneto está incluído no disco Monumento de Palavras, gravado pelo próprio poeta e encontra-se disponível na secção de Poesia Portuguesa do "site" O Retiro das Artes.) 

"A vida tem na aldeia um ritmo que a cidade nunca poderá entender. Cada compasso, aqui, dura um ano certo. Porque se mata o porco só pelo Natal, se os salpicões ficam salgados passam-se trezentos e sessenta e cinco dias a repetir:
    -- Os salpicões ficaram salgados.
    A correcção apenas se poderá fazer no ano seguinte.
    Cada semente que a mão lança à terra, cada árvore enxertada, cada lagar de vinho, prendem o homem a um pelourinho de expiação,de doze meses. Desde que haja engano numa realização, só na próxima sementeira, época ou colheita se poderá retomar a liberdade, para de novo semear, enxertar e pisar -- e apagar da própria lembrança e da dos vizinhos o erro vital cometido." (Miguel TORGA - Diário IV, p.142-143)

Estas maravilhas eu encontrei no site http://www.terravista.pt/ancora/2254/lext.htm .



 Escrito por Lana às 22h05
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